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    2005년 11월

    O Sonhador se foi.

    O tempo passou, correndo como o vento, depois daquela última ida do Sonhador. Depois da última descoberta do Poeta. Depois das últimas saudades, das últimas vontades, das últimas verdades. E foi numa noite sem estrelas, sem chuva, sem vento, sem dores nem amores que o mundo caiu... ou melhor, foi aí que nossos amigos caíram no mundo e pediram as contas.


    Foi numa noite, depois que o tempo passou. Depois que o tempo correu numa ira desenfreada para que tudo caísse num esquecimento sem rancores. Ou lembranças. E, de tanto correr, o tempo tropeçou. Tropeçou numa dobra e caiu numa dimensão onde ele não existia, onde ele pôde ler os pensamentos de dois seres que já não eram mais nada um para o outro. Metades de um espelho quebrado, palavras num rascunho, sonhos frustrados. Ele olhou, leu. E viu.

     

    Viu o Sonhador correndo numa estrada de neblina, sem refúgio, sem pátria, sem sentido. Sozinho. Fugindo. "Saiam daqui!", ele dizia, ele gritava desesperadamente. "Mentira!" ele respondia, aos berros, a uma tortura mental. Ele chorava. Tinha os olhos vermelhos de quem já não vê há muito tempo. Tinha a mente confusa, pois havia brigado com os sonhos. Tinha o coração desiludido, pois já não conseguia entendê-lo. Nada de paz de espírito, nenhuma idéia completa ou perfeita. Perdido no esquecimento, no tempo, no mundo. Ele corria, vindo do nada, seguindo sem rumo. Provavelmente não chegaria a lugar algum.

    Do outro lado daquele plano sem sentido, o Poeta abria os olhos. Havia ouvido os sinos da verdade despertarem seus devaneios antes perdidos no mundo de sombras. Pôs em dia sua últimas vontades, e se deu conta de que a chuva havia passado há muito. Seu coração suspirava baixinho, pedia a liberdade de criação. Sua vida acordava daquele sono forçado, ele se lembrava dos fatos passados... e lembrou. Lembrou, mas não viu nem sinal de sua lembrança. Procurou por todos os lados. Lá fora, viu o mundo belo de raios dourados do sol. Lá dentro, achou idéias em desenvolvimento. Em nenhuma delas viu o rastro brilhante do Sonhador, seu sorriso despreocupado, suas vontades sem limites. Mas... ele foi porque quis, não é mesmo? E quem se importa com um maluco que quer o mundo e saiu para conquistá-lo?

    No meio da estrada nebulosa, o Sonhador virou para trás, como se sentisse que alguém o chamava. Baixinho e longe, muito longe. Nisso de virar, tropeçou e caiu. Como o Tempo. Só que ele caiu num chão duro e novo. Numa dimensão onde a noite era um teto de pontos luminosos, escondidos atrás de nuvens cheias de novidades. Onde o ar era quente, ainda que o vento gelado e vigoroso. Agora, a vida era outra. Haviam ponteiros, ampulhetas que viravam e eram desviradas, um passado de fatos eternamente mortos, um futuro de idéias prematuras, um presente generoso para criar tudo isso. Fantástico, o mundo daqui. Fascinante, a verdade real. Deixa de saudade, adeus às ilusões. Ei, me deixa ver como viver é bom... afinal... não é a vida como está, e sim as coisas como são...

    Sei, sei... muitas verdades. Você continua ditando seus sentimentos como leis a serem seguidas. Pense bem, pense melhor, pense em tudo: Tem certeza de que isso não importa? De que isso não foi nada para você? Ora, vamos... não seja ingrato. Ora, consciência, não me desafie. Como isso tudo (ou nada) poderia ter sido alguma coisa, qualquer coisa? Não minta, não console. olhe para a pilha de versos sem plenitude ou sentido que moram no meu quarto. Compare-os com minha mente agora tão sensata e cheia de si. Deixe-me em paz! Nada de conflitos psicológicos do infinito que já passou. Sombrio, basta-me o coração. E não me venha com teorias... o Sonhador é como os sonhos que faz e não realiza. Dele, nada há senão vazio sem razão.

    Seu coração jamais pertenceu a mim. A idéia do que era verdadeiro perdeu-se na ilusão. Eu não acredito nele. Eu não acredito em sonhos alienados, eu não quero poetas frustrados. Da ponte entre o nada e o ilusório, caí no real. E não senti dor.

    Deixe-me só. Irei entre o visível e o invisível, nem que isso me custe o medo de cair no nada, num futuro perpétuo. Poderei olhar-me no espelho...

    E assim verei-me por dentro, na plenitude do meu eu.

    Verei o nada que me resta. O nada que não há.

    Não haverá versos.

    Nada de sonhos.

    Quero ir. Deixe-me ir.

    댓글 (7개)

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    10월 12일
    알 수 없음님의 사진
    &loisa 님이 남긴 글:
    i dont understand everything but... u have a good spaces... its nice...
    i'm an italian girl... bye... and kiss
    6월 19일
    郑b|mb[i]ñ4​新님이 남긴 글:
    hi!!can you traslate??I don't understand!!=(
    however I'm paola,from italy..if you want come to my space and leave me a sign..see you,I hope!
    byebye kisses!!
    6월 19일
    Antonia님이 남긴 글:
    ciao!!!
    6월 19일
    알 수 없음님의 사진
    takayama_03 님이 남긴 글:
    ola so passei pra dize que adorei seu bolg, tudo esta muito lindo ...beijos fique com deus ...ha e nao se esqueca de me fazer uma visitinha
    1월 5일
    알 수 없음님의 사진
    Vivizinha_sol_de_Cristo 님이 남긴 글:
    oi querido... to smida daqui né, eu sei... to vivendo num turbilhão de noticias, fatos inesperados e nao tao bons assim... mas esse texto... muita coisa é minha ai... as vezes as tristezas nem sobrevem sobre nos mas sobre quem amamos e isso nos deixa tão trsite pq a trsiteza de quem amamos tb é nossa tristeza... e muitos desses problemas só uma ampulheta ou um ponteiro ira solucionar, ou apaziguar... sei lá... to tão confusa e ate acho q vc nao vai entender nada desse comentario... tudo bem... temos todos um pouco de loucura em expressão de sentimentos mesmo... sempre acho q em quase todos os momentos q quero, nao consigo expressar o q realmente gostaria... pqw sera ne? q as palavras tem limites e o q sentimos nao???
    amigo... saudades das nossas polemicas ttrocas de comentarios, informações... dos nosso debates... será q voltaremos aos bons e recentes tempo??? espero q sim...bjos
    vivi
    11월 29일
    알 수 없음님의 사진
    NãoSouEuéaOutra 님이 남긴 글:
    irónico... quem diria!!! belo texto...

    vou ler melhor... outra vez... a primeira vez sempre se lê diferente da segunda vez e da terceira até que á ultima já não é nada, não é sonho, não é verso, não é poeta.. é nada.
    11월 27일

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